Como escolher quem vai fazer o site da sua empresa: sinais de alerta antes de pagar
Por Lucas Mikó
Engenheiro de software e fundador da Mikó Software
O site mais caro que existe é aquele que você paga, espera meses e depois descobre que não consegue mudar, não consegue levar embora e não tem para quem ligar.
Na hora de colocar a empresa na internet, quase todo dono de negócio local acaba comparando as mesmas opções: o sobrinho que entende de computador, um freelancer indicado por um amigo, uma agência ou um construtor de site em que você mesmo monta as páginas. Os orçamentos variam muito, e é natural olhar primeiro para o preço. Só que os problemas que mais dão dor de cabeça raramente estão no valor. Estão no que ninguém explicou antes de você pagar.
Este guia serve para qualquer uma dessas opções. A ideia não é dizer quem você deve contratar, e sim mostrar o que observar para escolher com segurança quem vai fazer o site da sua empresa.
Neste artigo prático, vamos responder a 3 perguntas fundamentais que todo empresário precisa saber:
- Quais são os sinais de alerta mais sérios antes de pagar pela criação do site da sua empresa?
- Como conferir, antes de fechar, se quem vai fazer o site entrega um bom trabalho?
- Que perguntas fazer antes de contratar a criação de um site para empresa?
Quais são os sinais de alerta mais sérios antes de pagar pela criação do site da sua empresa?
Os sinais de alerta mais sérios são: o domínio e os acessos do site ficarem no nome de outra pessoa, ninguém explicar o que a mensalidade cobre, a promessa de primeiro lugar garantido no Google e o pedido de pagamento total adiantado. Qualquer um deles, sozinho, já merece uma conversa franca antes de fechar.
1. O domínio fica no nome de outra pessoa. O domínio é o endereço do seu site, como “suaempresa.com.br”. Ele deve estar registrado no seu CNPJ ou no seu CPF, e não no de quem fez o site. Se ficar no nome do sobrinho ou do freelancer, qualquer desentendimento, mudança de cidade ou simples sumiço pode deixar a sua empresa sem o próprio endereço.
O mesmo vale para os acessos. Pergunte quem fica com o login do domínio e do e-mail da empresa, e garanta que você consiga entrar sem depender de ninguém.
2. Ninguém explica o que está incluso na mensalidade. Todo site precisa de um espaço onde fica guardado e no ar, e isso costuma ser cobrado por mês. O alerta não é existir mensalidade. É você não saber o que ela cobre: só manter o site no ar? Inclui alguma mudança de texto ou foto? E se precisar de algo fora disso, quanto custa? Se quiser entender melhor esse custo, explicamos tudo em quanto custa manter um site profissional por mês.
3. Promessa de “primeiro lugar no Google garantido”. Ninguém controla a ordem dos resultados do Google, e o próprio Google avisa, nas orientações que publica, que ninguém pode garantir a primeira posição. Um bom profissional prepara o site para ser bem entendido pelas buscas e explica o que depende de você, como avaliações e informações atualizadas. Isso é o SEO para negócio local, e ele trabalha com melhora, nunca com garantia.
4. Pedido de pagamento todo adiantado. Pagar tudo antes de ver o site pronto tira de você a única segurança que existe na negociação. O mais comum entre quem trabalha de forma organizada é dividir: uma parte para começar e o restante na entrega.
Na prática: pegue os orçamentos que você já tem e procure esses quatro pontos em cada um. Se algum deles não estiver escrito, pergunte antes de decidir.
Como conferir, antes de fechar, se quem vai fazer o site entrega um bom trabalho?
Peça para ver sites reais que a pessoa ou empresa já fez, abra cada um no seu celular e repare em como ela responde às suas mensagens durante a negociação. Esses três testes levam poucos minutos e mostram mais do que qualquer apresentação bonita.
Exemplos reais para abrir, e não só imagens. Quem faz sites tem sites para mostrar. Peça os endereços e abra você mesmo, em vez de olhar apenas prints numa conversa. Se não houver nenhum exemplo para ver, é um sinal de alerta: você estaria pagando para ser o teste.
O teste do celular. A maior parte dos seus clientes vai ver o site pelo celular. Abra os exemplos no seu e repare:
- Dá para ler os textos sem precisar dar zoom?
- A página abre rápido, ou fica um tempo em branco?
- O botão de WhatsApp aparece fácil e funciona com um toque?
- Alguma imagem ou texto fica cortado ou fora do lugar?
Se os sites de exemplo já falham nesses pontos, o seu provavelmente vai falhar também.
Como a pessoa responde agora. Durante a negociação, todo mundo está interessado em fechar. Se nessa fase as respostas já demoram dias, ou chegam vagas, imagine depois que o pagamento estiver feito. Um dos problemas mais comuns de quem contrata site é justamente ninguém responder depois da entrega, quando aparece a primeira necessidade de trocar um telefone, um horário ou uma foto.
Na Mikó Software, por exemplo, os modelos de demonstração ficam abertos no site para qualquer pessoa ver no celular antes de uma conversa. Seja com a gente ou com qualquer outra empresa, esse é o tipo de prova que você deve pedir: algo que você mesmo possa abrir e testar.
Que perguntas fazer antes de contratar a criação de um site para empresa?
Antes de contratar, pergunte em nome de quem ficam o domínio e os acessos, o que está incluso no projeto e na mensalidade, como é o pagamento, quantas alterações estão previstas e quem atende você depois que o site estiver no ar. Peça que as respostas venham por escrito, na proposta ou no contrato.
Leve esta lista para a conversa:
- O domínio vai ficar registrado no meu CNPJ ou CPF? E eu vou ter o acesso a ele?
- O que está incluso no valor do projeto, e o que fica de fora?
- Quanto é a mensalidade e o que exatamente ela cobre?
- Quantas alterações posso pedir antes da entrega? E depois, como funciona?
- Como é o pagamento: quanto antes de começar e quanto na entrega?
- Posso ver sites que vocês já fizeram, funcionando de verdade?
- Depois que o site estiver no ar, quem me atende e por qual canal?
Quem trabalha com seriedade responde a tudo isso sem rodeio. Se as respostas vierem vagas ou com “depois a gente vê”, esse “depois” costuma ficar por sua conta.
Para você ter uma referência, é assim que a Mikó Software responde a algumas dessas perguntas. O Plano Start (R$ 700,00) usa um modelo pronto, à sua escolha, sem alteração de layout. O Plano Premium (R$ 1.200,00) tem layout moderno com opções para escolher e até 3 alterações após a aprovação do design. A mensalidade é à parte e diz o que cobre: R$ 99,00 no Start, que cobre a hospedagem (o espaço onde o site fica guardado e no ar), e R$ 199,00 no Premium, que inclui também 1 alteração mensal de imagem ou texto e um relatório simples de acessos e cliques. A mensalidade só começa na entrega final, e, se a sua empresa ainda não tem domínio, o registro é cortesia da Mikó Software enquanto a mensalidade estiver ativa. O pagamento do projeto é 30% na assinatura do contrato e 70% na entrega final.
Essas perguntas valem para qualquer opção. Se a escolha for montar sozinho num construtor de site, quem precisa responder é a própria plataforma: o que acontece com o site se você parar de pagar e se o domínio fica no seu nome. E como tudo pode ser feito à distância, você não precisa se limitar a quem está perto: uma loja em Santos pode contratar alguém de outro estado sem problema. A Mikó Software, por exemplo, atende de forma remota em todo o Brasil.
O que você aprendeu hoje?
- 1Os sinais de alerta mais sérios são domínio no nome de outra pessoa, mensalidade sem explicação, primeiro lugar no Google “garantido” e pagamento todo adiantado.
- 2Antes de fechar, peça sites reais para abrir, teste cada um no seu celular e observe como a pessoa responde às suas mensagens.
- 3Leve uma lista de perguntas sobre domínio, mensalidade, pagamento, alterações e atendimento, e peça as respostas por escrito.
Vamos colocar o seu negócio para ser encontrado?
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